6 dicas essenciais para quem vai alugar um imóvel pela primeira vez

Embarcar no mundo das locações imobiliárias exige cautela, muita pesquisa e conhecimento para fechar bons negócios; confira as melhores orientações antes de assinar o contrato! O começo do ano costuma ser uma fase em que as pessoas sentem um maior impulso por mudanças e renovação. No mercado imobiliário, isso se reflete em uma alta nas buscas por um novo lar.
Segundo dados do QuintoAndar, a procura por um imóvel para locação costuma ser 30% maior em janeiro, fevereiro e março em comparação ao restante do ano. No mesmo período, a plataforma calcula um aumento de até 20% em contratos assinados, e um agendamento de visita a cada oito segundos.
“O início de ano é muito emblemático e muitas pessoas aproveitam para reorganizar a vida, mudar de cidade ou buscar um novo lar. O recebimento do 13º salário e os ajustes financeiros também impulsionam a tendência, pois trazem mais segurança para as pessoas assumirem novos compromissos. Outro fator significativo é o início do ano letivo, com estudantes e famílias buscando moradias próximas a escolas e universidades”, explica Eduardo Alves, head comercial do QuintoAndar.
O início do ano é considerado a “alta temporada dos aluguéis”, com muitas buscas e contratos fechados
Freepik/Rawpixel/Creative Commons
Para quem vai embarcar no aluguel pela primeira vez, o primeiro passo é a organização financeira. A recomendação de especialistas é que o valor investido na locação seja de até 30% da renda total do inquilino. “É importante planejar bem o orçamento, incluindo despesas como aluguel, condomínio, IPTU e contas de consumo”, alerta Rodrigo Hora, advogado especialista em direito imobiliário.
Leia mais
Confira outras dicas essenciais compartilhadas pelos especialistas para facilitar o processo de locação para os novatos:
1. Defina o que é essencial e seja assertivo na busca
Decidir o que não pode faltar no novo lar ajuda a encontrar a casa ideal com mais facilidade. Se faça perguntas básicas, como o tipo de imóvel que deseja, quantidade de quartos e se aceita pets, entre outras, para eliminar logo de cara as opções que não encaixam nos critérios mínimos.
“Facilita muito se todos os requisitos importantes forem considerados desde o momento da busca, para que não se perca tempo com visitas que não irão atender às necessidades”, indica Eduardo.
Rodrigo indica, primeiramente, analisar a localização do imóvel desejado antes de marcar uma visita. “Veja se a região atende suas necessidades de transporte, segurança, comércio e serviços”, aponta. “Quando for fazer a visita, procure simular sua rotina de transporte e marcá-la em horários em que você entraria ou sairia da residência”, sugere Eduardo.
2. Negocie com imobiliárias e corretores credenciados
De acordo com Rodrigo, para evitar problemas, sempre negocie com imobiliárias e corretores credenciados. Caso faça a transação diretamente com o proprietário, ele indica pedir documentos que comprovem a titularidade do imóvel, além checar se o bem está regularizado junto aos órgãos competentes.
Organização financeira é fundamental antes de embarcar no primeiro aluguel de imóvel
Freepik/pressfoto/Creative Commons
“Desconfie de ofertas muito abaixo do valor de mercado e nunca realize pagamentos antecipados sem garantias formais. Realize uma vistoria detalhada do imóvel e registre tudo em um laudo assinado pelas partes. Além disso, certifique-se de que todas as condições acordadas verbalmente estejam descritas no contrato”, orienta o advogado.
Leia mais
3. Procure conhecer o valor do aluguel na região
Conhecer a média de valor do aluguel da região escolhida é importante na hora de negociar um contrato de locação. Existem índices de aluguel disponíveis na internet, usados como termômetro de preço para o valor do metro quadrado em cada região. “Muitos proprietários estão abertos a conversar, especialmente se você tiver informações sólidas sobre os valores praticados na região”, comenta Eduardo.
É possível, ainda, discutir melhorias no imóvel antes da mudança durante a fase de negociação. “Lembre-se que o mercado está aquecido com demanda e preços em alta, mas ainda há espaço para descontos”, destaca o executivo. “Além disso, negociar reajustes e cláusulas contratuais pode garantir condições mais favoráveis”, aponta Rodrigo.
4. Atente-se ao contrato e separe os documentos necessários
Após escolher o imóvel, é hora de fechar a negociação. “Para evitar problemas futuros, é fundamental ler o contrato com atenção e, se necessário, pedir ajuda de um advogado especializado”, indica Rodrigo.
Leia atentamente o contrato de aluguel antes de assinar o documento para evitar problemas futuros
Freepik / pressfoto / Creative Commons
Verifique os prazos, valores acordados, obrigações e deveres do inquilino, data de pagamento, taxas de juros em caso de atraso do aluguel, multas e obrigatoriedade de manutenção. “Assine o documento apenas se estiver de acordo com todos os termos e condições ofertadas”, orienta Eduardo.
Leia mais
Para concretizar a transação, a imobiliária pede cópias do RG e do CPF, comprovante de residência e comprovante de renda próprio e atualizado, que pode ser holerite, declaração de Imposto de Renda ou extrato bancário. “Tenha em mãos esses documentos para que o processo seja o mais ágil possível, evitando o risco de perder o imóvel desejado para outras ofertas”, alerta Eduardo.
5. Não se esqueça das garantias
Os contratos de locação residenciais têm, em geral, prazo de 30 meses, mas pode ser ajustado conforme a necessidade das partes. Já a locação por temporada, utilizado para aluguéis de curta duração, podem ser acordados entre as partes, sendo, me média, de até 90 dias.
O locador pode solicitar uma garantia ao inquilino, para assegurar o recebimento do aluguel. Nas locações por temporada, elas costumam ser mais flexíveis.
Já nos contratos mais longos, há a opção do fiador, que é uma pessoa que assume a responsabilidade pelo pagamento caso o inquilino não cumpra suas obrigações; caução, que consiste em um depósito antecipado equivalente a até três meses de aluguel; seguro-fiança, pago mensal ou anualmente a uma seguradora, a qual cobre eventuais inadimplências; e título de capitalização, que funciona como um investimento resgatável ao final do contrato, operando como caução.
Conhecer as obrigações como inquilino evita problemas com a imobiliária e o proprietário
Freepik/Drazen Zigic/Creative Commons
6. Conheça as suas obrigações enquanto inquilino
Além de pegar as chaves e alinhar a data de mudança com o proprietário e a administradora do condomínio, Eduardo alerta para algumas obrigações que o novo inquilino tem ao assumir o imóvel.
Leia mais
Entre elas estão a transferência de titularidade das contas de consumo como energia, gás, água e internet. “Também certifique-se de alinhar sobre o pagamento do condomínio, evitando dores de cabeça no futuro por cobranças em atraso”, destaca.
Rodrigo lembra que, ao se mudar, é recomendável registrar o estado do imóvel em um laudo de vistoria para evitar problemas na devolução – avalie as condições estruturais, como instalações elétricas, hidráulicas e situação geral da construção.
Se possível, converse com vizinhos para entender melhor o ambiente e a administração do prédio. Seguindo essas dicas, o processo de locação se torna muito mais seguro e previsível, garantindo que o inquilino tenha uma experiência positiva ao entrar no seu novo lar.

Powered by WPeMatico

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Carrinho de compras